
Disponível no endereço nucciber.mpba.mp.br, o portal foi criado para ampliar o acesso da população a informações sobre segurança digital. Entre os conteúdos oferecidos estão explicações sobre diferentes modalidades de golpes e fraudes eletrônicas, mostrando
Um dos exemplos apresentados no portal é o golpe da "clonagem de WhatsApp. Nesse tipo de fraude, o criminoso obtém o número da vítima e solicita um código de verificação enviado por SMS. Após conseguir o código, passa a controlar a conta da vítima e utiliza o aplicativo para entrar em contato com amigos e familiares, geralmente pedindo transferências bancárias sob a justificativa de uma situação urgente. O portal alerta para sinais comuns desse golpe e orienta medidas preventivas, como ativar a verificação em duas etapas e nunca compartilhar códigos recebidos por SMS com terceiros. Também explica os procedimentos recomendados para quem tiver a conta comprometida.
Segundo o coordenador do Nucciber, promotor de Justiça João Paulo de Carvalho da Costa, a maior parte dos procedimentos
João Paulo Costa lembrou ainda que os crimes podem ser denunciados ao Ministério Público por meio do Disque 127 ou pelo canal de atendimento disponível em atendimento.mpba.mp.br/denuncia-geral. Além do portal externo voltado à sociedade, o Nucciber lançou uma plataforma interna destinada exclusivamente a integrantes do MPBA, reunindo conteúdos, metodologias e ferramentas de apoio às investigações relacionadas aos ilícitos cibernéticos.

Na abertura do evento, o procurador de Justiça Adriani Vasconcelos Pazelli, presidente do Concrim, destacou a relevância do tema para a atuação institucional. A iniciativa aproxima a discussão teórica da prática cotidiana dos membros do Ministério Público, contribuindo para o aperfeiçoamento da atuação criminal. Também integraram a mesa de abertura do encontro a procuradora de Justiça Marly Barreto, o promotor de Justiça João Paulo Costa e o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), promotor de Justiça Hugo Casciano Sant’Anna. Ele afirmou que a investigação criminal no ambiente digital representa uma das novas fronteiras para os sistemas de Justiça e de Segurança Pública e registrou que “o Ministério Público precisa se preparar para esse novo momento, desenvolvendo uma repressão qualificada que garanta a responsabilização de criminosos que tentam se proteger atrás das barreiras do ambiente virtual”.

João Paulo Schoucair alertou para a dimensão do problema ao afirmar que, a cada quatro segundos, um brasileiro é vítima de golpe digital. Segundo ele, organizações criminosas passaram a ocupar de forma estruturada o ambiente virtual, tornando indispensável uma atuação especializada. O promotor de Justiça destacou a necessidade de estratégias capazes de promover a descapitalização
O evento contou ainda com as palestras “Hash, Integridade e Autenticidade da Prova Digital: Aspectos Técnicos e Jurídicos da Cadeia de Custódia”, ministrada pelo promotor de Justiça do Ministério Público de Goiás e coordenador do CyberGaeco, Fabrício Lamas Borges da Silva; “Perícia Digital, Preservação da Evidência e Cadeia de Custódia”, conduzida pelo perito do Departamento de Polícia Técnica da Bahia, Marcelo Antônio Sampaio Lemos Costa; e “Prova Digital e Cadeia de Custódia: Desafios da Investigação e do Processo Penal”, apresentada pela procuradora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Ana Lara Camargo de Castro. Os debates destacaram a importância da qualificação permanente dos profissionais que atuam no enfrentamento aos crimes digitais e da adoção de procedimentos que assegurem a validade e a integridade das provas eletrônicas.
Fotos: Sérgio Figueiredo