Domingo, 25 de Outubro de 2026
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Pará destaca protagonismo amazônico e expansão da bioeconomia na COP17 da Biodiversidade

Estado apresentou resultados do Plano de Bioeconomia e contribuiu para a construção de uma agenda global sobre o tema

Notícias
Por: Notícias Fonte: Secom Pará
24/10/2026 às 20h35

Semas participou da 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), em Yerevan, na Armênia

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) representou o Pará, na sexta-feira (23), na 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), em Yerevan, na Armênia. A agenda enfatizou o protagonismo subnacional da Amazônia, no financiamento climático e no fortalecimento das metas do Marco Global de Kunming-Montreal.

Durante a programação oficial, a comitiva da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) reuniu-se com a secretária-executiva da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Astrid Schomaker, para realizar a entrega oficial da Carta Abema pela Biodiversidade. O documento reúne 25 compromissos estratégicos pactuados entre os órgãos ambientais estaduais para impulsionar a conservação, a restauração ecossistêmica e o desenvolvimento sustentável nos territórios.

Bioeconomia e metas globais

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A Semas, representada pela secretária-adjunta de Bioeconomia e Biodiversidade, Camille Bemerguy, participou como palestrante do painel promovido pela Abema, dedicado à apresentação de experiências estaduais em conservação, ação climática e pagamento por serviços ambientais. Foram detalhados os avanços da política ambiental paraense, estruturada de forma contínua ao longo dos últimos anos.

COP17: 25 compromissos firmados na Carta Abema

"Nosso trabalho tem sido consolidar uma política de Estado consistente para garantir estabilidade e continuidade à agenda ambiental no Pará. Diante do nosso perfil de emissões, o uso da terra e a proteção das florestas ocupam uma posição central. Mas o combate ao desmatamento precisa caminhar lado a lado com a transformação socioeconômica dos territórios. A regularização fundiária e ambiental, aliada ao fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis, é o que garante a permanência dos resultados no tempo", afirmou Camille Bemerguy.

A secretária apresentou também o processo de elaboração da Estratégia Estadual de Biodiversidade do Pará, que vem sendo construída de forma alinhada a instrumentos consolidados, como o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e o PlanBio (Plano Estadual de Bioeconomia).

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"Identificamos que o nosso Plano de Bioeconomia já contempla ações diretas para mais da metade dos 25 compromissos da Carta da Abema. Criamos um grupo de trabalho focado nessa agenda, e temos a meta de finalizar a minuta da nossa estratégia de biodiversidade até o final deste ano", destacou Camille Bemerguy.

O Pará destacou ainda suas iniciativas em restauração florestal, adaptação climática, pagamento por serviços ambientais (PSA) e a estruturação do plano de ação do sistema jurisdicional de REDD+, instrumento direcionado à atração de investimentos para as políticas de uso da terra e florestas.

Financiamento e inovação financeira

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Ao tratar dos desafios para a implementação das metas internacionais, a secretária-adjunta defendeu a integração das pautas ambientais e socioeconômicas, e o fortalecimento de novos mecanismos de financiamento para os estados amazônicos.

A integração das pautas ambientais e socioeconômicas foi um dos temas debatidos durante a COP17, em Yerevan

"Agendas ambientais, climáticas, sociais e econômicas não podem ser tratadas isoladamente. Para que políticas bem estruturadas se convertam em impacto real na ponta, precisamos de mecanismos financeiros robustos. O avanço do debate sobre créditos de biodiversidade é fundamental, e a Abema cumpre um papel decisivo ao articular essa pauta entre os estados", concluiu Camille Bemerguy.

Texto: Lucas Maciel / Ascom Semas

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