O Cine Líbero Luxardo, espaço da Fundação Cultural do Pará (FCP), recebeu, nesta terça-feira (13), uma sessão gratuita do filme "A Miss", seguida de um bate-papo com a atriz Helga Nemétik. A programação aproximou o público paraense da produção cinematográfica brasileira e proporcionou um momento de troca de experiências sobre cinema, atuação e representatividade.
Lançado nos cinemas em fevereiro de 2026, "A Miss" é uma comédia dramática dirigida e roteirizada por Daniel Porto. Ambientado no subúrbio do Rio de Janeiro, o filme aborda temas como expectativas familiares, identidade e aceitação, a partir de uma narrativa com temática LGBTQIAPN+
A história acompanha Iêda, interpretada por Helga Nemétik, uma ex-vencedora de concurso de beleza que deseja que a filha, Martha, vivida por Maitê Padilha, dê continuidade ao legado familiar e conquiste a faixa de Miss. Martha, no entanto, não demonstra interesse pelos concursos, enquanto o irmão caçula, Alan, personagem de Pedro David, sonha em participar da competição.
Com o apoio do “tio Athena”, interpretado por Alexandre Lino, os irmãos elaboram um plano para que Alan possa disputar o título sem revelar à mãe a verdade sobre a competição. A trama utiliza o universo dos concursos de beleza para abordar conflitos familiares, descobertas pessoais e a busca por aceitação.
Após a sessão, Helga Nemétik conversou com o público sobre sua participação no filme, o processo de construção da personagem e a experiência de apresentar a obra aos espectadores paraenses. “É um filme que mistura drama e comédia. Foi minha primeira protagonista no cinema. É um filme para toda a família, que mexe com a gente, principalmente para quem tem filhos que ainda estão na descoberta de sua identidade. A minha relação com o público paraense é linda, e poder estar aqui no Cine Líbero Luxardo exibindo este filme e ainda ter um bate-papo com o público é maravilhoso”, destacou Helga.
A presença da atriz também proporcionou um momento de diálogo direto com os espectadores que foram ao Cine Líbero Luxardo para prestigiar a sessão. Para quem acompanhou a exibição, o encontro após o filme ampliou a experiência proporcionada pela obra, como foi o caso do ator e professor Lukebenassy, de 35 anos. "O filme tem um tema muito importante. Ele foi abordado de uma forma leve, eu acredito que consegue atravessar pessoas que talvez não tenham tanta familiaridade com o tema, e de uma forma tão divertida que a gente ri do começo ao fim. Isso é a cereja do bolo. Tem uma importância muito grande ter um artista para falar da sua arte em um bate-papo com o público”, contou.
Texto: Matheus Maciel - Ascom/FCP