Sábado, 25 de Junho de 2022
Geral Rio Grande do Norte

Gestão do Hospital da Mulher em Mossoró é debatida em audiência pública

De acordo com o que foi apresentado na audiência, a proposta a curto prazo é contar com uma administração direta em um modelo de cogestão

02/05/2022 às 17h55
Por: Redação Fonte: Secom Rio Grande do Norte
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A proposta a curto prazo ? contar com um modelo de cogest?o

Com foco no funcionamento pleno do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em construção do município de Mossoró, foi promovida uma audiência pública para tratar da gestão da unidade, quando concluída. O debate ocorreu a partir de proposição da deputada estadual Isolda Dantas, na manhã desta segunda-feira (2), no auditório da OAB do município.

“Uma obra de construção de hospital, por si só, já apresenta grandes desafios. No caso do Hospital da Mulher, com suas grandes dimensões, as dificuldades são ainda maiores”, destacou o secretário estadual de infraestrutura Gustavo Coelho. O gestor, que está respondendo pelo Projeto Governo Cidadão (em Substituição Legal - Portaria Nº 68, de 28 de março de 2022, publicada no Diário Oficial do Estado em 29 de março de 2022), lembrou ainda que “houve paralisações para adequações de projeto e foram muitos os entraves para que pudéssemos chegar até aqui, hoje, com mais de 70% entre obra e instalação de equipamentos”. O secretário Gustavo visitou a obra durante a tarde para vistoriar a execução de perto.

Na ocasião, a propositora do evento destacou: “o Hospital da Mulher é um desafio para todos nós, não apenas para o Governo do Estado, porque estão depositados os sonhos de muitas mulheres de diversas comunidades de mais de 60 municípios potiguares, que terão a saúde cuidada de forma integral”. 

COGESTÃO

Pontuando toda a abrangência do Hospital da Mulher, com destaque às possíveis parcerias de universidades para ser ambiente de formação e pesquisa, a secretária adjunta de Estado da Saúde, Lyane Ramalho, explicou que a “gestão partirá de uma cogestão, com a SESAP respondendo por toda a parte burocrática e a Universidade Estadual do RN, a acadêmica”.

De acordo com o que foi apresentado na audiência, a proposta a curto prazo é contar com uma administração direta em um modelo de cogestão. Seria uma gestão híbrida com diretoria colegiada, contando com a SESAP assumindo as direções geral, técnica e administrativa e a UERN, responsável pela direção acadêmica e parte dos serviços ambulatoriais, estabelecendo uma cooperação. A médio prazo, a gestão passará a contar com um modelo de Fundação pública de direito privado para firmar contrato de gestão com o Governo do Estado via SESAP.

“Para além do grande impacto positivo que o Hospital vai gerar para a população de Mossoró e região no que diz respeito ao atendimento de qualidade, a unidade traz inúmeras possibilidades na área acadêmica para suprir toda a necessidade dos universitários de todas as escolas de Medicina”, disse Cicília Maia, reitora da UERN.

SERVIÇOS

A Carta de Serviços da unidade já foi finalizada por um Grupo de Trabalho formado por técnicos do Governo Cidadão e da Sesap com a colaboração de universidades parceiras, sobretudo as da região: Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Universidade do Estado do RN (UERN) e Universidade Federal do RN (UFRN).

“O Hospital da Mulher é, sem dúvida, a esperança que chega a Mossoró. Seja para as mulheres que serão cuidadas de forma geral nesta unidade, seja para nós estudantes do curso de Medicina - e de outras faculdades da área de saúde - que termos agora uma ampliação no campo de estágios em nossa cidade”, espera o estudante de Medicina do 4° período da Uern, Olímpio Magalhães.

SOBRE O HOSPITAL DA MULHER

As obras e a instalação de equipamentos do Hospital da Mulher estão mais de 70% concluídas e deve ficar pronto no segundo semestre de 2022. Ao todo, serão mais de 160 leitos focados na atenção materno-infantil, ginecológica e obstétrica de média e alta complexidade. A meta é de 20 mil atendimentos anuais, de pacientes de mais de 60 municípios. O Governo do Estado está aplicando de R$134 milhões, via Projeto Governo Cidadão, com fiscalização da Secretaria  de Estado da Infraestrutura, gestão da Secretaria de Estado da Saúde e a partir de recursos estaduais via empréstimo com o Banco Mundial.

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