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Educação foca na recuperação da aprendizagem dos alunos

Projeto visa assegurar ao estudante o direito à recuperação contínua e paralela de para garantir pleno desenvolvimento

11/06/2024 às 21h51
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Rio Preto - SP
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Marcos Morelli / SMCS
Marcos Morelli / SMCS

Para garantir a recuperação das aprendizagens dos estudantes da rede municipal de ensino que apresentam baixo rendimento, a Secretaria Municipal de Educação (SME) orienta o desenvolvimento de Projetos de Recuperação da Aprendizagem voltados para os alunos dos ciclos I e II do Ensino Fundamental.

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O trabalho está em conformidade com Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e foi definido por meio da resolução SME Nº 024 de 17 de abril, que assegura ao aluno o direito à recuperação, contínua e paralela, de forma a garantir seu pleno desenvolvimento no processo de aprendizagem escolar, como consta no Plano Escolar do ano letivo de 2024.

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De acordo com Leandra Justo Herrera, responsável pelo Departamento de Ensino da rede municipal, antes de colocar em prática o Plano de Recuperação, existe um diagnóstico das aprendizagens das crianças que acaba dando um norte para os educadores, direcionando os trabalhos a serem realizados.  

"Com o resultado desse diagnóstico, seja ele de língua portuguesa, de matemática ou dos demais componentes curriculares, a escola então faz o plano de recuperação para que essas habilidades que não foram desenvolvidas pelas crianças sejam asseguradas", diz ela.

Para garantir o pleno desenvolvimento no processo de aprendizagem escolar, a resolução prevê dois tipos de recuperação. A Recuperação Contínua, que é um trabalho pedagógico realizado no dia a dia da sala de aula, realizada com intervenções dirigidas às dificuldades, contemplando o mesmo conteúdo já desenvolvido, sendo esta uma atribuição do professor da classe.

E a Recuperação Paralela, destinada aos alunos que se encontram em situação de dificuldade de aprendizagem não superada no cotidiano escolar e que necessitam de um trabalho individualizado, paralelo às aulas regulares, não sendo computado em carga horária prevista em lei.

“Essa recuperação pode ser contínua como a gente diz na sala de aula por diferentes estratégias. Existem estratégias de agrupamentos produtivos, a gente pode trabalhar também por estações, onde o professor divide a sala em pequenos grupos e aí em cada uma dessas estações as crianças trabalham com uma atividade, ou seja, cada estação tem um nível de dificuldade diferente para o aluno. E tem também os projetos de recuperação fora do horário de sala de aula, que são os projetos no período de contraturno escolar onde outros professores também trabalham com essas crianças”, explica Leandra Herrera.

Nesse sentido, a SME reitera a necessidade de refletir e estruturar um plano de recuperação visando garantir às aprendizagens de todos os estudantes, com atenção especial àqueles que não desenvolveram as habilidades consideradas necessárias para o ano/ciclo.

“Durante este processo, os professores precisam acolher, planejar ações e intervenções, cabendo aos gestores das unidades acompanharem os avanços e os desafios, promover a articulação das ações planejadas pela equipe escolar, de modo a favorecer a construção e ampliação das aprendizagens não consolidadas”, diz a secretária de Educação, Fabiana Zanquetta.

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E, para atender às especificidades de todos e para articular os saberes das diferentes áreas do conhecimento, a SME indica o trabalho por projetos e sequências de atividades que faça relações com as práticas sociais, favorecendo contextos de aprendizagens significativas.

Como forma de organização do trabalho pedagógico, é sugerido que sejam priorizados inicialmente Projetos e Sequências Didáticas que contemplem as práticas sociais de leitura, de escrita e de matemática que considerem as situações de uso social dos objetos de conhecimento. Além disso, é importante destacar as Atividades Permanentes e Situações Independentes, que podem ser utilizadas pelo professor.

“Destacamos a relevância de ações que potencializem situações desafiadoras aos estudantes, que propiciem boas intervenções pedagógicas e os levem à reflexão com relação ao objeto de conhecimento a ser trabalhado. Para tanto, é fundamental investir em intervenções docentes tanto nos atendimentos individualizados, atendendo às necessidades individuais dos estudantes, como em agrupamentos produtivos, favorecendo a interação e a construção colaborativa do conhecimento”, diz a diretora pedagógica da SME, Deise Cardoso Maciel.

“Esse é o nosso principal desafio, porque existe um 'gap', uma quebra de continuidade justamente por causa do período pós-pandemia. A boa notícia é que a recuperação da aprendizagem é perfeitamente possível, mesmo sendo um processo bastante desafiador”, finaliza a secretária Fabiana Zanquetta.

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